ELEIÇÕES
PARA REITOR E VICE-REITOR
Gestão 2006 - 2010
CHAPA 02


 
 

 

Experimentação Transdisciplinar

Destacamos como pontos de nosso programa de gestão algumas ações que não se encaixam nos conceitos puros de ensino, de pesquisa, ou de extensão, mas que integram essas três dimensões, permeadas ainda pela noção de transdisciplinaridade. Citamos duas possibilidades de ações que poderiam ser implementadas através do IEAT:

  • A tentativa de localizar, através de editais do IEAT, os conjuntos de docentes de áreas diversificadas, e com atuação destacada, que poderiam vir a constituir Grupos de Referência em temas emergentes inter-áreas. Como exemplos, citamos as hipóteses: “Estudos da Antiguidade” (envolvendo diversos departamentos da Fafich, Letras, Belas-Artes, Música, etc), “Gestão de Cidades” (envolvendo IGC, FACE, Fafich, Engenharia, Medicina, etc), etc. A idéia é, tendo localizado a excelência, dar a ela a visibilidade, tanto internamente quanto no meio acadêmico externo e junto à sociedade. Produzir, nesses grupos, tanto a pesquisa de ponta quanto a formação de recursos humanos e a extensão, segundo a abordagem pouco usual, e potencialmente inovadora, da convergência das visões de vários campos distintos.
  • A institucionalização de mecanismos de mobilidade docente para ensejar o trânsito inter-áreas. Uma proposta seria estabelecer um mecanismo de “liberação docente” semelhante ao “ano sabático”, mas para uso interno. Por esse mecanismo, um docente poderia solicitar ao seu departamento a liberação parcial ou total, durante um período de um semestre ou um ano, para atuação junto a outro departamento ou unidade da UFMG. O projeto de atuação deveria ser aprovado tanto pelo departamento de origem quanto pelo departamento/unidade de destino. Com isso, seriam criadas condições materiais para o surgimento de uma interação muito mais intensa, que dentro de poucos anos poderá alavancar a UFMG como referência nacional e internacional.

Em outra direção, há aspectos institucionais da atividade de pesquisa e extensão que não vêm sendo explorados pela UFMG, e que cumpre colocar em funcionamento. A sociedade contemporânea encontra hoje dilemas e impasses que se desdobram e se multiplicam com velocidade cada vez maior, enquanto o mundo se complexifica. Essa sociedade esperaria da universidade, senão respostas para questões talvez irrespondíveis, mas pelo menos a reflexão pautada pela herança do conhecimento que a universidade pretende abrigar. Constitui obrigação da universidade tornar disponível, para o cidadão comum, a crítica das questões de cada momento, para além do senso comum. Citamos as questões recentes da infra-estrutura de energia elétrica, dos alimentos transgênicos, da transposição do São Francisco, e a questão atual da “corrupção e estado democrático”. Seria de se esperar, de uma universidade presente, que se fizessem no tempo certo publicações de diversos níveis sobre esses temas, debates acadêmicos e para o grande público, simpósios de especialistas, relatórios técnicos, textos-fonte para a grande imprensa, entre outros. Propomos que seja criado, na UFMG, um “Núcleo de Conjuntura e Estudos Estratégicos”, capaz de produzir respostas para questões dessa natureza. Tal núcleo funcionaria com mecanismos diversificados de mobilização da comunidade acadêmica, lançando editais-relâmpago para publicações e pesquisas, promovendo eventos de maneira ágil, e outras ações que melhor se adaptarem a cada demanda e a cada momento.

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