|

 
visite o site da Chapa 1 no endereço
www.leo-lor.org
OU clique aqui
Veja o currículo de Léo Heller clicando aqui
Veja o currículo de Luiz Oswaldo (Lor) clicando aqui
PROGRAMA DA CHAPA 1
Introdução
A UFMG, avaliada através de indicadores convencionais de produtividade acadêmica, é considerada uma instituição de excelência. Reavaliando sempre a sua ação, a UFMG pode fazer melhor o que já faz, pode expandir o impacto sobre a sociedade brasileira, pode ser agente de mais mudanças relevantes no plano científico, tecnológico, cultural e social.
Sabemos que o trabalho consciente, criativo e perseverante de cada membro da Universidade pode ampliar as condições que nos levem sempre para mais perto de uma verdadeira transformação social. É, portanto, um programa de engajamento que expomos a seguir; resultado de reflexões sobre a UFMG, seu papel na sociedade, sua organização, seu funcionamento, seus problemas e potencialidades. E também da nossa experiência como professores, pesquisadores e dirigentes e dos debates, das conversas e das trocas de opiniões e concepções com colegas professores, com servidores técnicos e administrativos e com estudantes.
São idéias que têm fundamento em nossa realidade. Expressam visões da conjuntura que molda os desafios a enfrentar para tornar a Universidade um instrumento de desenvolvimento do país e da consolidação de uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais democrática.
Propomos um programa de gestão inspirado nesses valores, com os quais a Universidade tem um compromisso histórico. Propomos uma gestão ativa na criação de condições que viabilizem este compromisso: "Uma universidade democrática construindo uma sociedade democrática"
Autonomia, um preceito constitucional
A autonomia da Universidade, garantida pela Constituição, ultrapassa a questão administrativa. Autonomia plena pressupõe também a liberdade acadêmica e a interlocução independente e crítica da Universidade com o governo federal. Nessa interlocução, o reitor e o vice-reitor, autoridades de Estado eleitas pela comunidade universitária, representam e incorporam a consciência dessa comunidade e participam das decisões administrativas e políticas que se referem à gestão da UFMG e ao conjunto das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Nesse papel, cabe ao reitor e ao vice-reitor defender a autonomia universitária junto com a Associação Nacional de Dirigentes das Ifes (Andifes). Lutar pela dotação orçamentária que assegure o bom funcionamento e o aperfeiçoamento da universidade pública. Buscar, ao lado dos movimentos sociais, melhores condições de trabalho e remuneração digna para o corpo docente, técnico e administrativo; lutar para reposição de pessoal e investimentos que assegurem o desenvolvimento institucional da UFMG. Sobretudo, cabe ao reitor e ao vice-reitor garantir à Universidade o poder de organizar suas atividades acadêmicas com liberdade, sem interferências externas e com consciência social.
Políticas acadêmicas - ensino, pesquisa e extensão
Além dos esforços indispensáveis para o desenvolvimento da atual potencialidade do ensino na UFMG, alguns desafios podem ser identificados em vários níveis.
Propomos planejar cuidadosamente a expansão de vagas e a criação de novos cursos na UFMG, identificando as condições necessárias, com a equivalente ampliação de recursos necessários - docentes, técnicos e administrativos, orçamento, construções. A UFMG poderá assim, ao assumir a sua responsabilidade de ampliação do acesso e das oportunidades de ingresso no ensino superior, mostrar às comunidades interna e externa e ao governo os investimentos necessários para tal.
Exploradas as possibilidades de ampliação, e de forma concomitante, defendemos a expansão da rede regional e nacional de instituições públicas de ensino superior.
Consideramos essencial ampliar os recursos de informática, os laboratórios de ensino para a graduação, revitalizar e modernizar as bibliotecas, por meio de financiamento assegurados pela administração central da UFMG e da urgente ampliação de recursos orçamentários para as bibliotecas.
A avaliação dos programas de graduação deve prosseguir a partir da discussão entre alunos e professores sobre aspectos relacionados aos currículos, à avaliação da aprendizagem, à relação professor-aluno. A partir daí, o ensino na graduação deve ser valorizado e revitalizado. Julgamos também que devem ser implementados programas especiais para superação de dificuldades na transição entre o ensino médio e as fases iniciais dos cursos de graduação, conforme indicação da avaliação.
A flexibilização curricular, mudança inovadora e promissora, vai prosseguir na pauta da Universidade. Para que ela avance, será mantido intenso debate com a comunidade universitária, onde a experiência acumulada, as mudanças envolvidas e o conceito sejam discutidos, criticados e aperfeiçoados.
A UFMG vem cumprindo com distinção o seu papel de formar novos docentes e pesquisadores. Os cursos de pós-graduação consolidados, devem ser incentivados a alcançar padrão internacional e os cursos em processo de consolidação, impulsionados a atingir patamares de desempenho mais elevados e estáveis. Para isso, é fundamental diagnosticar os programas que vivem dificuldades e buscar melhores soluções, a partir de uma avaliação interna conjunta e de debate franco e aberto com os colegiados de curso.
É importante garantir que os cursos de pós-graduação lato sensu, tenham seu espaço institucional assegurado, cumprindo mais uma função social da Universidade.
Discussão da qual a UFMG não pode mais se furtar, é sobre a avaliação da Capes. Os comitês, extra-universitários, definem os procedimentos que os cursos de pós-graduação devem seguir, impondo-lhes uma certa homogeneização institucional que se tornou condicionante para concessão de bolsas e auxílios. Já é tempo de se discutir esse processo de dissociação entre as instituições e a Capes. É evidente que manter sua qualidade medida por índices definidos pelos comitês da Capes tem sua importância, mas, isso não pode resumir a utopia da pós-graduação.
Discutiremos com a comunidade o desenvolvimento de projetos de interesse regional e nacional como os que, no campo da inovação tecnológica, possam ser implementados em parceria com empresas públicas ou privadas e estimular pesquisas que contribuam para o desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à sociedade brasileira e aos seus problemas como a desigualdade e a violência.
Outro aspecto que merece a atenção é a iniciação científica. Esta deve ser destacada e fortalecida por sua importância para a formação dos estudantes. Além de buscar aumentar o número de bolsas de iniciação científica no modelo atual, acreditamos ser oportuna uma reflexão sobre outras possibilidades de iniciar o estudante na investigação científica, com o objetivo de ampliação da atividade e de evitar a especialização precoce do estudante. Por isso, achamos importante que as Câmaras de Pesquisa e de Graduação coordenem uma discussão com objetivo de diversificar as abordagens da iniciação científica.
A extensão é ação educativa que requer o desenvolvimento de uma linguagem própria ao compartilhamento de saberes. Na extensão há uma relação de troca entre a comunidade e a Universidade, o que a torna oportunidade de aprendizagem.
Nesse sentido, a extensão não deve ser confundida com a prestação de serviço, que é também importante na relação entre a Universidade e a sociedade, devendo-se observar seu caráter institucional e acadêmico. Nessa perspectiva, a prestação de serviço não pode ser instrumento de privatização da vida universitária.
A extensão, como vem sendo realizada, precisa ser mais discutida com a comunidade acadêmica para dar-lhe maior coerência nas suas ações culturais e educativas.
Política de Pessoal, qualidade de vida
São as pessoas - estudantes, servidores técnicos, administrativos e docentes - que fazem a UFMG. A redução do quadro do pessoal, a pressão por resultados, o ambiente competitivo e a conseqüente sobrecarga tornam as relações no trabalho tensas, deterioradas e estressam as pessoas.
É nossa prioridade produzir diagnósticos e implementar políticas que melhorem a qualidade de vida no trabalho. Isso requer revisão e reavaliação do sentido da atividade acadêmica, mediante ampla discussão com a comunidade. Requer ainda identificar e eliminar tarefas desnecessárias ou superpostas à atividade acadêmica; estabelecer adequado equilíbrio entre as exigências e as condições de trabalho; investir em programas de qualificação; estimular a solidariedade e a cooperação dentro e entre os segmentos da comunidade universitária; valorizar o conhecimento acumulado pelo corpo técnico e administrativo para aperfeiçoamento da gestão acadêmica e administrativa da UFMG. Essas medidas expressam não só o reconhecimento da contribuição dos servidores docentes, técnicos e administrativos para o desenvolvimento da instituição, como também o respeito às legítimas aspirações de desenvolvimento pessoal e profissional dos membros da comunidade da UFMG.
Conselho de Integração Comunitária
O Estatuto da UFMG aprovado pelo Conselho Universitário em 1998 determinou a criação do Conselho de Integração Comunitária, ainda não instalado. Priorizaremos em nossa gestão a imediata constituição e instalação desse Conselho que será valorizado como instância privilegiada de avaliação e de prestação de contas da nossa ação pública, por representantes dos diversos segmentos sociais.
Orçamento
Os recursos orçamentários recebidos para o custeio da UFMG, de acordo com o estatuto, devem ter sua distribuição determinada pelo Conselho Universitário, a partir de proposta da Administração Central.
Embora escassos, refletindo o estrangulamento da política educacional para o financiamento das universidades públicas, os recursos transferidos pelo Tesouro e sua distribuição segundo as diversas necessidades da instituição podem se constituir em valioso instrumento de desenvolvimento das políticas acadêmicas e administrativas da gestão.
Três princípios devem nortear o processo de planejamento e execução orçamentária: o do respeito aos ordenamentos, o da descentralização e o da participação. O respeito aos ordenamentos será restaurado com o encaminhamento da aprovação do orçamento anual pelo Conselho Universitário, mediante o envolvimento da Comissão Permanente de Orçamento e Contas.
Descentralização e participação, por sua vez, serão mecanismos para a construção de um orçamento que, prioritariamente, seja planejado pelas instâncias e dirigentes mais próximos das necessidades de custeio e que seja executado pelas instâncias e dirigentes próximos às necessidades de gasto. Com esses procedimentos, ganha-se em racionalidade na aplicação dos recursos e em avanço nos benefícios alcançados. Os mesmos princípios nortearão a distribuição dos recursos extra-orçamentários nos quais a UFMG terá acesso.
Organização espacial da UFMG
Desde os anos quarenta, vários Reitorados vêm trabalhando para implantar o Campus Pampulha. Esse objetivo ganhou novo impulso com a aprovação do projeto "Campus 2000", iniciativa do atual Reitorado. Vamos dar continuidade ao projeto "Campus 2000", dedicando-lhe a importância devida e garantindo o prosseguimento de sua implementação, de acordo com as deliberações do Conselho Universitário.
Mas é preciso pensar adiante, ter uma visão estratégica de longo prazo da Universidade e do local que vai acolher a UFMG do futuro. E, para que o futuro se realize, é necessário construir alicerces no presente. E um deles é o plano diretor, cuja revisão deve ser discutida com a comunidade e com os órgãos colegiados. Com o plano diretor, a Universidade terá um planejamento adequado da ocupação de seus espaços e poderá dar ênfase à infraestrutura física dos campi, com adequadas condições de abastecimento de água, de destino de efluentes e resíduos, de tráfego e estacionamento, de iluminação, de arborização, de drenagem das águas pluviais, de espaços de convivência.
Uma prioridade da nossa administração será buscar condições e recursos para implantação da estação de tratamento dos efluentes líquidos do Campus Pampulha, medida que, ao mesmo tempo, será exemplo de responsabilidade ambiental da UFMG, campo de pesquisa, ensino e extensão e poderá reverter em redução de gastos para a instituição.
Juventude - força criativa e criadora
A UFMG deve repensar sua relação com os jovens: criar espaços privilegiados para a reflexão sobre a juventude, onde ela possa repassar suas experiências e seu saber. Ampliar o espaço de expressão e o apoio a iniciativas artísticas, culturais, científicas, esportivas, festivas.
É essencial sensibilizar os professores para uma relação respeitosa e amistosa com os estudantes. O corpo docente deve ser incentivado a refletir com os estudantes sobre oportunidades de trabalho, sobre a postura solidária e ética, sobre o sentido público da Universidade, sobre os valores da democracia.
O estilo faz a diferença
O encontro Léo-Lor na disputa pelo Reitorado da UFMG é o encontro de trajetórias pessoais marcadas pelo exercício da democracia e pela sintonia de atitudes e pensamentos coerentes e afinados.
Mais que um programa ou plataforma político-eleitoral, apresentamos um estilo novo e uma vontade sincera de trabalhar por uma UFMG onde a vida, o saber e o fazer sejam parceiros da democracia, da alegria e da solidariedade.
Nosso estilo de ver e viver a Universidade e sua diversidade não admite soluções de gabinete. Condena o uso da máquina para cooptar, coagir e fazer pressão administrativa. Exige transparência e democratização no acesso e distribuição dos recursos.
Sabemos que, para dirigir a UFMG, só estreitando os laços com a comunidade acadêmica: ouvindo, acolhendo, analisando e discutindo sugestões que vão desaguar no compromisso permanente do respeito aos ordenamentos e às instâncias colegiadas de decisão da Universidade.
Visite nosso site www.leo-lor.org
 

|